Os dados de atividade da China referentes a julho, publicados pelo National Bureau of Statistics (NBS) na segunda-feira, 17 de agosto de 2026, ficaram abaixo das expectativas em todos os indicadores, com vendas no varejo, produção industrial e investimento vindo mais fracos que o previsto. A divulgação foi atrasada de forma incomum até depois do fechamento do mercado doméstico, e analistas da investingLive chamaram o relatório de "muito ruim", sugerindo que Pequim não queria que os números saíssem durante o horário de negociação.
**Vendas no varejo.** As vendas no varejo de bens de consumo subiram 0,6 por cento em julho na comparação anual, contra um consenso de mercado de 1,5 por cento e abaixo de 1,0 por cento registrado em junho, segundo a investingLive. Em termos absolutos, as vendas no varejo totais alcançaram 3.902,2 bilhões de yuan (cerca de 578,7 bilhões de dólares), alta de 0,6 por cento no ano e de 0,06 por cento no mês, conforme o comunicado do NBS reportado pela ANI. Nem mesmo o único ponto positivo do relatório correspondeu às expectativas, apesar dos programas de troca de bens de consumo de Pequim voltados a apoiar o consumo, observou a investingLive.
**Produção industrial.** A produção industrial cresceu 4,5 por cento em julho na comparação anual, abaixo dos 4,8 por cento esperados e desacelerando desde os 5,3 por cento de junho.
**Investimento.** O investimento em ativos fixos nas áreas urbanas (excluindo domicílios rurais) caiu 6,7 por cento em julho na comparação anual, pior que a queda de 6,0 por cento esperada e que a queda de 5,7 por cento de junho. Nos primeiros sete meses de 2026, totalizou 26.032,8 bilhões de yuan (3,86 trilhões de dólares), queda de 6,7 por cento no ano; excluindo o desenvolvimento imobiliário, a queda foi de 3,7 por cento. O investimento em infraestrutura caiu 3,6 por cento no período, o investimento em manufatura 1,7 por cento e o desenvolvimento imobiliário 19,2 por cento, informou o NBS (via ANI). O investimento em indústrias de alta tecnologia subiu 5,0 por cento, com serviços de informação em alta de 19,2 por cento, fabricação de veículos e equipamentos aeroespaciais em alta de 12,3 por cento e fabricação de equipamentos eletrônicos e de comunicação em alta de 7,1 por cento.
**Imóveis e preços.** O investimento imobiliário recuou 19,2 por cento em julho na comparação anual, ampliando a queda de 18,0 por cento de junho. Os preços das residências novas caíram 3,2 por cento na comparação anual (após 3,3 por cento em junho) e 0,1 por cento na comparação mensal, segundo a investingLive.
**Mercado de trabalho e inflação.** A taxa de desemprego urbano pesquisada subiu para 5,2 por cento em julho, ante 5,0 por cento em junho, informou a ANI. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) oficial da indústria já havia caído abaixo do limiar de 50 em julho, situando-se em 49,2, enquanto o Índice de Expectativa de Produção e Operação era de 54,1. Os preços ao consumidor núcleo (excluindo alimentos e energia) subiram 0,9 por cento em julho na comparação anual e 1,1 por cento nos primeiros sete meses, segundo o NBS.
**Reação do mercado.** Apesar dos números fracos, as ações chinesas fecharam em alta de mais de 1 por cento na segunda-feira, perto de máximas de aproximadamente um mês. Analistas da investingLive disseram que os ganhos podem refletir em parte compras do chamado "plunge protection team", destinadas a desviar a atenção do que descreveram como um relatório terrível.
O conjunto decepcionante vem depois de o PIB chinês do segundo trimestre ter crescido 4,3 por cento na comparação anual, o ritmo mais fraco desde 2022 e abaixo dos 4,5 por cento esperados, observou a investingLive. Também segue os dados da Reuters da semana passada que mostraram uma contração recorde de 340 bilhões de yuan nos novos empréstimos em yuan em julho, mantendo a pressão sobre Pequim para entregar novos estímulos à medida que a demanda interna enfraquece.
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